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LINGUAGENS, ESCREVIVÊNCIAS E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

LINGUAGENS, ESCREVIVÊNCIAS E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

Este livro nasce da necessidade de apresentar, reconhecer e dar voz às memórias e escrevivências de diversas pessoas que vivenciaram ou presenciaram, por meio de distintas maneiras, marcas ou situações de racismo no decorrer de sua trajetória. A presente obra é composta de relatos que, por sua vez, revelam sofrimento, negligenciamento, seja de ordem social, histórica ou cultural, além de silenciamentos e apagamentos, mas, ao mesmo tempo, abordam escrevivências de resistência e enfrentamento ao racismo em suas mais diversas faces, mas, sobretudo, evidenciam a necessidade de implementação de uma educação antirracista voltada para as relações étnico-raciais.

Ao indexar e reunir essas escrevivências, este livro busca asseverar a importância da implementação de uma educação para as relações étnico-raciais e antirracista, com vistas à transformação social, interventiva e de combate ao racismo no contexto atual brasileiro. Importante reiterar que o espaço escolar e outros espaços de caráter educativo são importantes para a promoção e construção de uma sociedade mais antirracista, portanto, mais justa e democrática, por meio de práticas educativas mais críticas e reflexivas, as quais são capazes de reconhecer, valorizar e ressignificar ações discriminatórias histórica e culturalmente arraigadas.

Dessa forma, para além do registro de experiências, esta obra propõe reflexões, diálogos e mudanças no âmbito social a respeito desta temática tão pertinente e, infelizmente, ainda presente na realidade brasileira. As narrativas aqui apresentadas, apesar de apresentarem vivências individuais, representam experiências coletivas de muitas outras pessoas que sofreram ou presenciaram situações de racismo. Estas narrativas buscam romper o silenciamento frente ao negligenciamento, confrontando apagamentos históricos, buscando contribuir para uma educação fundamentada no respeito e na valorização da diversidade identitária e histórica da sociedade brasileira.

Assim, as experiências transformam-se em palavras, palavras transformam-se em vivências; vivências em escrevivências; e escrevivências em existência. Uma existência que, para existir, necessita resistir para “ser”.

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